Conviver em sociedade nem sempre é algo fácil e pacífico. Em relação à convivência dentro de um condomínio, então, muitas coisas podem acontecer. Os moradores podem ser envolver em inúmeros atritos e sobra para o síndico mediar algumas questões. A gestão de conflitos em condomínio pode não ser tão simples, mas algumas práticas facilitam a tarefa.

Barulhos, festas, infiltrações, animais de estimação, vagas na garagem. Esses são apenas alguns exemplos das brigas mais comuns em prédios. O síndico fica no meio do fogo cruzado e, para que você consiga se sair bem neste desafio, separamos 7 dicas que vão ajudar. Confira!

1. Seja acessível

O síndico precisa estar aberto para os condôminos. A figura do gestor é importante para manter a ordem do coletivo. Por isso, formalize nas assembleias quais são as melhores formas de contato e estabeleça horários para atender os moradores. De preferência, inclua esses dados impressos em um local visível para todos.

O gestor pode adotar o uso de e-mail, aplicativo de mensagens ou algum outro meio eletrônico que facilite a comunicação. Porém, é importante que os condôminos também possam ter a opção de manter contato pessoal com o síndico. Isso deixará todos mais tranquilos de que há uma gestão presente e interessada no bem comum e na boa convivência.

2. Ouça os dois lados

Em todos os atritos existem versões diferentes da mesma história. É importante que o síndico escute o que todos têm a dizer. Caso exista alguma prova que documente o fato, analise com cuidado e apresente essa informação ao outro lado da discussão.

Tente sempre conversar para buscar uma solução amigável. É bom para todos que o conflito seja solucionado com respeito e bom senso. No entanto, nem sempre é possível e não são todos os problemas que o síndico consegue resolver.

Somente aquilo que interfere diretamente no coletivo é de obrigação do gestor tentar resolver. Para situações mais complexas, oriente os condôminos a procurar o Juizado Especial ou a Justiça comum.

3. Seja imparcial

O síndico não deve tomar partido de nenhum dos lados. Ele precisa de imparcialidade para mediar o conflito da melhor forma possível. Logicamente que, sendo um ser humano como qualquer outro, ele tem uma opinião sobre o ocorrido. Porém, é necessário que ele tente ser o mais imparcial possível na solução de conflitos.

Caso um dos moradores envolvidos note que o síndico está tendendo ao lado contrário, pode até tornar a situação ainda mais tensa. No âmbito do condomínio, o gestor é uma figura de autoridade e precisará, muitas vezes, deixar de lado as convicções pessoais para assumir a postura necessária ao cargo.

4. Deixe as normas claras

Muitos problemas podem ser evitados, ou pelo menos minimizados, quando as normas são claras para todos. A convenção de condomínio deve ser elaborada pelos usuários dos imóveis e aprovada em assembleia. Assim também deve ocorrer com o regimento interno. É direito e dever de todos os moradores conhecer as regras que embasam a boa convivência.

Os condôminos precisam saber o limite de horário para festas, qual o procedimento de reserva para salão ou espaço gourmet, regras para circulação de animais de estimação, entre outros. Todos têm que receber circulares que contenham essas informações com clareza.

Outro detalhe importante é informar a data e hora das assembleias com antecedência. De preferência, os moradores devem receber o comunicado em mais de um meio. Cole avisos nos elevadores, envie mensagens eletrônicas, disponibilize no site. Evite que justifiquem não terem recebido a convocação.

Além do regimento interno e da convenção, há legislação para alguns casos. Acontece com o uso de cigarro áreas comuns e fechadas. Por isso, o síndico precisa sinalizar a restrição para fumantes em locais fechados

Isso orientará moradores e visitantes, além de melhorar a convivência e evitar atritos. Evita, inclusive, que o condomínio seja multado se houver casos de uso de tabaco em espaços não permitidos.

5. Fuja de fofocas

Nada é mais danoso para a convivência coletiva do que fofocas. Infelizmente, há pessoas que gostam de vigiar a vida alheia e falar a respeito. O síndico não deve se meter nesse tipo de conversa. Se um vizinho não gosta de outro, se eles brigam e fazem insinuações, nada disso é problema do síndico. Esse tipo de intriga deve passar longe do gestor de condomínios.

Quando o síndico se envolve em fofocas pega muito mal para ele e prejudica as relações. Ao notar que algum assunto que não diz respeito à esfera pública e à administração do espaço venha à tona, corte e não se envolva. A vida privada de nenhum dos condôminos diz respeito aos demais ou ao síndico. Isso, certamente, vai poupá-lo de alguns problemas.

6. Seja transparente

A transparência na administração evita atritos dos moradores com o síndico. Deixe claro todas as ações realizadas, a verba envolvida e faça a prestação de contas corretamente. Muitos problemas são evitados quando os condôminos sabem de que maneira é feita a gestão.

Quando há transparência, o gestor tem mais credibilidade e os moradores deixam de lado insinuações e inseguranças. É sempre importante ter em mente que o síndico está lidando com pessoas e com dinheiro de todas elas. Por isso, tudo tem que ser muito bem explicado e demonstrado com comprovantes.

7. Tenha uma comunicação aberta

Muitos problemas se resolvem com uma boa conversa. Por isso, o jogo de cintura é importante por parte do síndico. Estimule os moradores a usarem o livro de ocorrências e busque dar um parecer a tudo o que esteja documentado.

Você também pode adotar fichas de reclamações anônimas. Nelas, os moradores relatam acontecimentos desagradáveis e depositam em uma caixa fechada. Ter vários canais de comunicação é importante para gerir bem um prédio.

Os moradores têm que ser informados com eficiência sobre qualquer mudança, reformas, manutenções, dias em que funcionários trabalham e do horário de coleta de lixo. A boa comunicação transmite confiança e credibilidade e deixará os moradores mais tranquilos.

Gostou das dicas para gestão de conflitos em condomínio? Cuidar da administração de um prédio requer cuidados e responsabilidade. Por isso, aproveite e descubra agora mesmo os 7 erros mais comuns cometidos pelo novo síndico.